23 de out de 2012

Devaneio


Devaneio louco, que joga pra longe minha sanidade e austeridade; que me aprisiona e me liberta em igual proporção. Devaneio louco, que me esconde por inteiro e revela-me aos poucos; que mata, maltrata, fere e cura alma e coração. Devaneio louco que me faz tão bem, tão caos, tão tal, tão eu!

Um comentário:

Thiago Cavalcante disse...

Li recentemente "Delírio", da escritora colombiana Laura Restrepo. Seu texto me levou a um fragmento de Laura, que diz:

"Talvez o mais difícil de tudo, diz, seja aceitar a gama dos meios-termos que existem entre a sensatez e a demência, e aprender a andar com um pé numa e um pé noutra."

Receba meu abraço: com paz, sempre.